Quarto Perdido

Quarto Perdido

O cinema de terror nunca criou raízes em Portugal, em grande parte pela inexistência de condições para a criação industrial de filmes, mas também pela falta de tradição do género na literatura, a grande fonte de adaptações cinematográficas.

Em 2009, na sua 3.ª Edição, o MOTELX decidiu criar uma secção que procura exemplos de cinema de terror português. O objectivo da secção Quarto Perdido passa pela pesquisa destes filmes e a sua exibição como exemplos de “terror” nacional que de outra forma não poderiam ser vistos pelo grande público.

MOTELX 2017

5 a 10 de Setembro 2017 - Cinema São Jorge e Teatro Tivoli BBVA

Crime de Amor de Rafael Moreno Alba

MOTELX 2017

“Crime de Amor” narra a história de um casal composto por um industrial e uma burguesa desocupada e solitária, que os muitos afazeres do marido deixam à deriva na cidade. Ine- vitavelmente, nasce um caso de amor com um homem mais novo, e, com ele, os ciúmes do marido. Dos ciúmes ao crime vai um passo, e do crime à loucura a travessia é curta. Esta co-produção luso-espanhola, com rodagem em Lisboa e no Algarve, pretendia abrir as portas do cinema português a outros mercados através da parceria de Victor Zapata (produtor espanhol de western spaghettis e de “Tristana”, de Buñuel) com o actor Améri- co Coimbra, seguindo as pegadas de António Vilar. Inicialmente intitulado “Desdémona” e “Sinfonia para um Homicida”, este filme é um raro híbrido na cinematografia portugue- sa entre o melodrama amoroso e um filme de terror gótico.

O Espírita de Augusto Fernando

MOTELX 2017

Alberto Ramos, conhecido como ‘o melhor fotógrafo de Lisboa’, é também um famoso médium, que alia o seu dom profissional a uma vida libertina e com acesso às classes abastadas. Margarida Malveira, uma viúva rica de 50 anos, consulta-o na esperança de contactar o grande amor da sua vida, falecido há 30. Depois de uma sessão, o espírito do marido de Margarida possui a mente de Alberto, obrigando-o a cuidar da esposa. A pri- meira (e única) realização do misterioso Augusto Fernando, do qual é difícil encontrar informações biográficas, inscreve-se na senda de cinema erótico de Jesus Franco e na vaga de filmes sobre demonologia que se seguiram ao sucesso mundial de “O Exorcista”. Depois da estreia no Coliseu do Porto em Setembro de 1977, desapareceu de circulação, desconhecendo-se a data da última exibição pública

MOTELX 2016

6 a 11 de Setembro 2016 - Cinema São Jorge, Cinemateca Júnior, Teatro Tivoli BBVA

O Segredo das Pedras Vivas de António de Macedo

MOTELX 2016

Numa aldeia isolada do Alentejo, vive-se um conflito. José Vitorino, um dos maiores proprietários da região rica em monumentos pré-históricos, pretende construir um luxuoso solar num terreno com pedras antiquíssimas, local de devoção e prática de ritos sagrados. Indiferente aos protestos do povo, que acredita nos poderes mágicos das «pedras santas» e que atribui à respectiva destruição a seca prolongada que se tem sentido na região, José Vitorino contrata um arquitecto para lhe fazer o projecto da nova casa. Na véspera de Natal, em pleno solstício de Inverno, uma estranha cerimónia à volta de uma anta, altar de sacrifícios sangrentos em tempos remotos da pré-história, despoleta um feitiço nefasto. Inicia-se uma luta "contra o tempo" para anular os efeitos do ritual defeituoso.

Tiaga / A Princesinha das Rosas de Noémia Delgado

MOTELX 2016

Em “Tiaga” temos a história de uma mulher do povo, velha e pobre,
desempenhada por Isabel de Castro, a quem um feiticeiro bom oferece a juventude para a compensar da ajuda que lhe prestou. Uma versão do “Fausto” em feminino e produz alguns momentos insólitos como um plano de um bode preto ao som da voz de José Afonso, assim como algumas sequências de pesadelo em que Tiaga é tentada pelo demónio. O outro filme, talvez o mais conhecido da série, é “A Princesinha das Rosas” e relata a saga de Naíde, jovem nascida da união entre um pescador e uma sereia, adoptada pelos monarcas de um país sem herdeiros, mas a quem o apelo das águas atrairá irresistivelmente. Noémia filma o conto com uma simplicidade que acentua o carácter de fábula mágica (e negra) da história.
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