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Frankenstein: A Herança de Mary Shelley

Comemoram-se em 2018 os 200 anos da publicação de “Frankenstein”. 68 anos antes de “The Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde” e 79 anos antes de “Drácula”. Estes três romances constituem a “Santíssima Trindade” da literatura de terror segundo Stephen King. A sua autora, Mary Shelley, ficou conhecida por esta obra e por ter sido a principal responsável pela publicação póstuma dos poemas do seu marido, Percy Shelley. Mas a verdade é que estamos perante o primeiro romance gótico moderno, que faz a ponte entre os castelos assombrados do folclore europeu e o novo espírito científico da revolução industrial, escrito por uma jovem mulher de apenas 19 anos. Mas Mary Shelley não é um acaso literário, trata-se da filha do filósofo William Godwin e da primeira feminista da história, Mary Wollstonecraft. O monstro não foi apenas resultado de um pesadelo sugestionado por uma noite de tempestade, mas testemunha a condição feminina no tempo em que foi gerado, através das próprias experiências trágicas da sua autora. Foram precisos dois séculos para se começar a destacar a figura de Mary Shelley, em detrimento de Boris Karloff ou James Whale, que elevaram a sua criação ao estatuto de ícone pop. Juntamos um painel totalmente feminino para discutir o lugar deste romance na nossa era e de que forma continua a ser uma leitura actual e pertinente..

Com a presença de Maria João Luís, Isabel Abreu, Bárbara Bulhosa e Helena Vasconcelos.
Moderado por Fernanda Câncio.

7 SET | 19h15
Sala 2 do Cinema São Jorge
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