A morte está em todo o lado. No cinema, nas séries, nos podcasts de true crime, nos livros, na televisão e nos jornais. Podemos dizer, aliás, que existe uma força gravitacional mórbida — a curiosidade — que a coloca no centro da nossa atenção e do nosso dia-a-dia. Mas é tudo um bocadinho diferente, quando a morte deixa de ser ficção e entra na nossa vida, seja através de uma doença ou uma perda.
A questão condutora para este painel é: se somos tão fascinados pela morte, porque é que, ao mesmo tempo, somos tão incapazes de falar sobre ela? De que formas é que o terror, o macabro e a cultura popular nos permitem enfrentar o que na vida real preferimos evitar? E será que em Portugal e na Alemanha lidamos assim tão de forma diferente com a morte, o luto, os cemitérios e a memória?
No âmbito do 20.º MOTELX, juntamos o director do Festival, João Monteiro, a a tafófila e directora da Semana Cultural dos Cemitérios, Gisela Monteiro, o realizador alemão Jörg Buttgereit e a directora do festival “Falar sobre a morte”, Teresa Althen, para uma conversa sobre aquilo que nos assusta, nos fascina e nos incomoda: a morte.